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sexta-feira, 8 de junho de 2018

VEJA MAIS RESTAURAÇÕES NO INSTAGRAM !!!


 Se você quer ver mais trabalhos do Jassa no Instagram você vai encontrar restaurações de bikes e peças avulsas que não fazem parte das bikes restauradas ou de clientes em geral.
    Acesse o perfil do Instagram @jassa.biker




sexta-feira, 13 de abril de 2018

MOUNTAIN BIKES RETRO FALSAS NO BRASIL



     Um assunto polêmico, e até mesmo controverso, num país onde existem pouquíssimas bikes top, a única maneira de conseguir aquela bike dos sonhos, que só seria possível ver somente nas revistas dos anos 90 e ou nos sites gringos afortunados, onde existe uma quantidade generosa de itens dos mais diversas marcas, modelos e muitas vezes em estado imaculado de conservação, é reproduzindo uma a partir de uma bike qualquer?
     No Brasil, os anos 90 condenaram o país ao atraso, que se reflete no sonho da maioria dos pobres mortais que na época ficavam babando em bikes modestas importadas mas na sua maioria modelos de baixo custo que é denominado como bikes de entrada para competição ou de passeio. Aliado a mídia que seguia o mercado da época e a industria nacional que tinham raríssimas exceções e a opção de escolha completamente escassa.
    Eu não sei se já disse isso anteriormente, mas eu fui lojista nos anos 90, tive acesso a algumas coisas exclusivas e também tinha uma opinião completamente oposta da maioria. Enquanto existia uma predileção por bicicletas da marca Caloi por exemplo (que diga-se de passagem, nunca foram bicicletas de verdade e sim cópias das estrangeiras), eu acompanhava o mercado internacional e já estava 10 anos na frente do Brasil, inclusive eu era um precursor do "Weight Wennies" vivia perseguindo o menor peso para tudo enquanto tudo no Brasil era muito primitivo e obsoleto.
     Isso fez com que minha percepção das coisas fosse muito apurada, isso foi se aperfeiçoando a medida que minhas experiências eram resultados de tentativa e erro, onde muitas vezes eu acertei e algumas outras eu errei, que me tornou mais técnico e acertivo no olhar para bikes e peças. Eu tenho um acervo relativamente grande de arquivos de bicicletas e peças para consultas, assim como uma centena de manuais antigos para consulta e manutenção, fazendo com que muito do que se tinha no passado pra mim é uma constante e assim conseguir identificar tudo com muita minucia.
   

COMO CONSEGUIR AQUELA BIKE DOS SONHOS


      Se você não pode comprar uma autêntica, original bike dos sonhos, saiba que alguém no seu meio conhece e vai identificar uma falsificação e sua credibilidade vai para o buraco, aqui no Brasil a maioria não tem essa capacidade de percepção e é muito fácil de enganar, inclusive, é comum ver por aí as supostas "restaurações" que são reformas grosseiras, de principiante, toscas e muitas vezes de mal gosto e distorcidas com a realidade da época e tentando passar como restauração. Isso é o perfil da maioria no Brasil, existem também aqueles que são caprichosos, fazem uma cópia fiel e escorregam na falta de conhecimento de alguns detalhes importantes e são desmascarados e esses são os mais perigosos, porque muitas vezes lucram muito de entusiastas com pouco conhecimento e pagam muito caro por bikes falsas que muitas vezes custaram de 3 a 5 vezes menos do valor de uma top original.
      Muitos até sabem que estão adquirindo bikes falsas mas irão dizer...  "mas como todo mundo não sabe, vou desfilar por aí e fazer bonito".  Infelizmente caro colega sócio do clube "lei de Gerson", você que compra ou faz cópias de bikes Old School, irá viver nas sombras até alguém descobrir e isso não é difícil, muito pouco se pode fazer para não ser descoberto, eu só de bater o olho numa bike Old School, eu já fico sismado porque alguma coisa não é consistente e vou pesquisar a fundo.
     Aqui vou mostrar desde as falsificações mais grosseiras até as mais sofisticadas, pois até mesmo um modelo inferior de uma determinada marca pode ser alterada para um modelo superior, que a grosso modo seria uma falsificação inocente desde que não envolva diferença de valores significativos e que seja uma restauração fiel e isso muito poucos conseguem fazer e mesmo assim, é uma porta para um mercado lucrativo e quando o proprietário percebe que foi enganado, muitas vezes acaba sendo conivente com a situação para não ser alvo de gozação ou vergonha e perdura com a mentira até alguem lhe questionar e a resposta é sempre essa.... "Eu não sei. Eu comprei assim, mas paguei barato" e lamentavelmente isso nunca é verdade.

                                  
AS HIENAS DAS REDES SOCIAIS


   Para esse mercado de falsificações sobreviver, é preciso de "baba ovos" aqueles que por qualquer coisa, mandam "emojis" de espanto e coração para demonstrar que conhece e aprecia demais aquilo e porque é uma raridade, isso alimenta o poder de persuasão da postagem da bike fake, dando credibilidade até mesmo dependendo de quem deu a curtida, levando todo mundo a acreditar que estão olhando uma verdadeira e legítimo exemplar de uma icônica bike top da época. 
   Quero deixar bem claro que não sou contra a reformas de bike com pouca legitimidade de originalidade, muitas pessoas sabem disso e declaram que mandaram alguém reformar, utilizando os meios disponíveis no mercado que na maioria não reflete fielmente as características originais mas satisfaz o seu dono.
   O que está sendo questionado, é o mercado de bikes top que são caras e singulares, que na sua maioria são apresentadas como originais ou reformadas em nível pequeno. vendidas como tal e extorquindo os mais desavisados.
   Vou apresentar algumas bikes aqui, e não vou divulgar nomes e nem fazer menções dos proprietários, se houver algum questionamento a respeito, peço que se manisfeste por e-mail e me prove o contrário. Todas as bikes aqui mencionadas, foram apresentadas como legítimas, portanto existem duas vertentes; Uma é do vendedor que está enganando os outros e o do vendedor que não sabe o que tem e o que está fazendo. 


COMO IDENTIFICAR UMA BIKE FAKE


    Com quase 30 anos vendo bikes desde a época em que a maioria eram os lançamentos do momento, eu tenho visto e acompanhado muito do uso e a forma de como o brasileiro conserva ou não as bikes, a ponto de identificar se uma bike é nova original, repintada, reformada, restaurada, falsificada, surrada e semi destruída no decorrer da sua existência. Vai ser muito raro, encontrar bikes no Brasil, como vemos na América do norte e Europa, porque aqui o brasileiro destroi a bike pra depois vender como raridade ou a bike está realmente encostada em algum lugar escuro por mais de 20 anos e isso não é difícil de identificar, se bem que a procedência é um fator determinante, algumas são de um único dono e a maioria já rodou pelo menos na mão de 03 proprietários e foram canibalizadas nesse decorrer do tempo.
    O grande problema da bike mal cuidada na maioria das vezes não é culpa do dono, no decorrer do tempo, as oficinas se recusam a dar manutenção ou consertar as bikes retro, porque o maior objetivo das lojas é convencer você a comprar uma bike moderna e a melhor forma de fazer isso é deixar sua bike inoperante, fazendo muitas pessoas a se desfazerem de suas bikes por falta de alternativa, até porque, algumas peças de reposição são verdadeiras raridades (como coroas de 5 furos com BCD específico e pneus de qualidade).
    Quando você se depara com a bike em questão, a ser avaliada para compra, você deve fazer algumas perguntas chave, com isso você vai ter um panorama do histórico da bike e montar mentalmente a forma de como a bike veio a ficar no estado que você encontrou, como ela foi cuidada, se o dono competiu com ela, se foi de passeio, se o cara é desleixado (isso conversando já dá pra ter uma idéia), as bikes que irei apresentar, refletirão os detalhes que farão a diferença para você não ser enganado ou na pior das hipóteses, não realizar o negócio até pesquisar a fundo ou consultar alguém com maior conhecimento.


RALEIGH JOHN TOMAC SIGNATURE


Apresentada a mim, sendo uma legítima raridade, essa Raleigh é na verdade uma Giant Cadex  CFM-1 que no mercado deve custar de 6 a 8 vezes menos que uma Raleigh dessas original.


    Eu considero a mais grosseira das falsificações, essa Raleigh de alumínio e carbono com Rock Shox Mag 21 montada em Taiwan, está muitos anos luz de ser uma original Raleigh John Tomac Signature de carbono e titânio, com suspensão Tioga.
    Na realidade essa bike é uma Giant Cadex CFM-1 travestida de Raleigh, para se copiar uma bike como essa é praticamente impossível, eu mesmo não conheço nenhuma bike de fibra de carbono com luvas de titânio, que se assemelha a original, que possa ser transformada e que não seja identificada. 
    De longe é de muito mal gosto alguns adesivos produzidos, estão fora de proporção, colados invertidos e completamente diferente da original e isso já acende o alerta vermelho.
   
A verdadeira Raleigh John Tomac Signature de fibra de carbono e luvas de titânio, o triangulo traseiro e as gancheiras já denunciam que a algo errado...


A traseira e gancheiras de alumínio com o logo marca da Giant, apesar de ser parecido com o da Raleigh, a diferença aqui é gritante.


...Muito diferente da verdadeira Raleigh que o Stay com gancheiras é todo de titânio.
   

A suspensão Rock Shox Mag-21 pintada num tom azul mais escuro que o normal e com adesivos desproporcionais e invertido e não se deixe enganar com a plaqueta Raleigh no Head Tube. É  possível comprar somente a plaqueta na internet.


Um guidão comum pintado e adesivado errado, falsificação grotesca, nesta foto dá pra ver o booster da suspensão Rock Shox e o crown característico da Mag-21


 ....A verdadeira Raleigh. O guidão original, muito diferente e muito detalhado, quase impossível de reproduzir...


Nesta foto da Raleigh original, é possível ver que a suspensão apesar de parecer muito com a Rock Shox, o formato da canela afunila diferentemente da Rock Shox e a forma de prender o booster é totalmente diferente do Rock Shox e o formato do mesmo também. Quanto aos adesivos....sem comentários!!!




....Ainda é possível ver que o formato da luva dos tubos do Head Tube é conformado e igual ao da Cadex CFM-1. O Adesivo John Tomac está errado, diferente do original. Vocês irão perceber também, que as luvas foram pintadas posteriormente para parecerem titânio. Triste ilusão.


 
...Aqui as luvas de titânio da Raleigh original com suporte de cabos e a assinatura John Tomac totalmente diferente.

   Portanto, é de suspeitar que uma raríssima bike Raleigh deste nível esteja no Brasil, depois temos que considerar que ela está muito nova para estar a mais de 20 anos por aí e se realmente fosse, é de se duvidar que o proprietário a tenha comprado no exterior, até porque, bikes desse nível, não circulam fora do seu local de origem, porque sempre são negociadas entre colecionadores mais experientes e pagam o que valem, enquanto aqui no Brasil, todos querem pagar barato, ninguém compraria essa bike pelo que ela vale por aqui no Brasil.



KHS MONTANA TEAM


Quadros muito novos, é de desconfiar, essa é uma KHS MONTANA COMP pintada como KHS MONTANA TEAM.


    Como saber neste caso que não passa de uma falsificação?  A princípio, tudo parece em ordem, mas existem sutis diferenças entre a original  KHS MONTANA TEAM e os componentes nenhum são originais, contudo, a diferença entre os modelos é justamente as peças que estão nessa Montana Team.
    Aí você me diz:  "Ué?  Se ela é uma Montana Comp transformada em Montana Team com as peças certas. Qual o problema?"
    Volto a dizer. O proprietário a comprou por uma ninharia, a transformou e está vendendo como original Montana Team e mais que o dobro do valor e você acha certo?
    Você que comprou como original, se alguém lhe disser depois que é falsa, qual vai ser sua reação?
    Se o proprietário tiver uma conduta honesta e lhe dizer que é uma transformação você compraria mesmo que por um valor atrativo?
    Estas são os questionamentos primordiais na hora de adquirir aquilo que parece uma oportunidade única e não passa de uma armadilha.


ONDE A FALSIFICAÇÃO ESCORREGOU...

   Olhando esta foto imediatamente me chamou a atenção o adesivo KHS do Seat tube, ele está totalmente fora de proporção, aí você começa a ver mais detalhes, o quadro não tem nenhum arranhão sequer de uso, uma bike dessa de mais de 20 anos tem que ter alguma marca se não for original de loja e totalmente imaculada que não condiz com as peças muito desgastadas, mostrando que foi remontada.
   O pulo do gato está no adesivo "True Temper" que tem uma águia no seu logo que sempre ("eu digo sempre") está com a cabeça apontada para frente da bike, indiferente do lado da bike em que ela está, alem da proporção do tamanho estar incorreto. Até a posição do adesivo "Montana Team" no Down Tube está distribuído de forma errada no Down tube.
   

Adesivos posteriores do Rock Shox, grosseiramente copilados....


 O cambio dianteiro não condiz com o ano da bike, o pedal é moderno. Nesta foto se vê melhor os adesivos no Top Tube da True Temper e o adesivo KHS no Head Tube...


O desgaste do pedivela não está coerente com o desgaste da bike como um todo, é visível que o quadro foi repintado.


   É claro que estas observações são baseadas nas fotos, eu não ví nenhuma dessas bikes pessoalmente, eu costumo dizer que quando alguém vende uma bike na internet, e o aspecto da bike não está muito bom pelas fotos, você pode ter certeza absoluta que ao vivo ela estará muito pior, isso sem ver o funcionamento como um todo.
   No meu ponto de vista, se o preço de uma bike dessa fosse atrativo, valia a pena adquiri-la para desmanche e eu descartaria o quadro, mas com certeza, o proprietário não venderia por menos que valeria uma Montana Team original.



RITCHEY P-21


Falsificação clássica por aqui. Existem duas dessas falsas aqui no Brasil, um quadro feito pela Ritchey para outra marca de bike, abre espaço para os malandros de plantão.


   Incrível como algumas pessoas trabalham suas mentes para encontrar maneiras de enganar os outros, a Ritchey é uma das bikes mais clássicas para colecionadores, adquirir uma do início dos anos 90 é comparável a encontrar o santo Graal aqui no Brasil (menos Jassa! Menos !!!). Não conheço ainda uma original Ritchey no Brasil, gostaria muito de ver uma e muito mais de ter uma, tive oportunidade de adquirir uma, mas felizmente não compro bikes falsas.


QUAL QUADRO É A BOLA DA VEZ?

   Assim como a Raleigh John Tomac, essa Ritchey é uma raridade em terras tupiniquins, uma bike dessa é muito singular e Tom Ritchey, foi muito metódico na construção de seus quadros e não existem muitas incoerências de produção, mas detalhes são fundamentais para ele separar as suas Ritchey's de fábrica das demais licenciadas.
   Nos anos 90, era muito comum outras marcas licenciarem quadros de marcas rivais sem muito se preocupar e geralmente eram bikes de destaque, porem, as legítimas em alguns casos dependendo da marca, tem mais valor que as outras. Entre comprar uma Ritchey 
P-21 e uma Scott Team Racing, nem se discute, a Ritchey é a escolha de 9 entre 10 colecionadores, então porque não transformar uma Scott com quadro Ritchey numa Ritchey legítima P-21?

Quando a Ritchey forneceu os quadros de tubo Tange para a Scott em 1990, quem poderia imaginar que ela poderia passar por uma Ritchey?

   Pois é senhores. Um singelo quadro produzido pela Ritchey licenciado para a Scott, com suas gancheiras gravadas em baixo relevo "Ritchey" como as legítimas P-21, ainda tinham o escudo logo da Ritchey estampado em baixo relevo, em baixo da caixa de centro dos quadros.
   Apresentada como uma legítima Ritchey, aqui no Brasil é muito fácil vender um item desses para a maioria dos que acham que conhecem as MTB Old School, uma Scott com quadro Ritchey, tem um valor ridiculamente baixo em comparação a uma legítima Ritchey P-21.


O ESCORREGÃO DESSA RITCHEY P-21

Quando você tem o olho clinico, fica difícil não perceber que algo está errado, essa Ritchey alem de várias inconsistências, tem um erro grotesco que denunciou a farsa. Erro de principiante, quer se dar bem mas só que não.


No que diz respeito a consistência da construção dos quadros da Ritchey, não podemos dizer o mesmo das pinturas e padrões de adesivos, porem, se alguém vai reproduzir uma legítima Ritchey ou restaurar, deve ficar atento ao tamanho dos adesivos que são padrão como um todo. Este é o modelo original usado para fazer a falsa Ritchey.

   Está muito claro que a falsificação é grosseira, o adesivo P-21 está proporcionalmente errado, também o inscrito Ritchey no Down Tube está completamente fora de proporção como vocês poderão ver comparando a original com a falsa.
   Mas a singularidade está em um detalhe importante, o passador de cabo de freio de "todas" as Ritchey's dos anos 90  passam do lado esquerdo do quadro e existe um pequeno suporte na junção do Stay com o Seat Tube, detalhe que Tom Ritchey fez para diferenciar suas bikes legítimas Ritchey's das demais produzidas para licenciamento.
   E também a falta de componentes Ritchey verdadeiro na bike falsa, denuncia que algo está muito errado, as peças da P-21 são personalizadas e muito raras de encontrar lá fora e o que diremos aqui no Brasil.


Detalhe marcante em todas as Ritchey's dos anos 90, elas possuem sempre essa caracteristica do cabo de freio passar pelo lado esquerdo e com suporte acim do parafuso de selim.

   É preciso voltar na foto da Scott e da falsa Ritchey e ver o suporte do Stay que são iguais e completamente diferentes do padrão que Tom Ritchey utilizou para construção de suas P-21, como pode se ver acima, isso é valido para todas as Ritchey, você não vai encontrar uma Ritchey sequer, fora dos padrões, são detalhes que só um conhecedor pode perceber logo de cara, é como se eu mesmo já tivesse uma Ritchey e estivesse habituado com a bike e pudesse ver essas diferenças sutis e detectar a farsa. Muita gente no auge da emoção de querer muito uma P-21, muitas vezes adquiri a bike sem antes analisar bem o que está comprando e só descobre que foi enganado quando percebe que algo está errado ou alguém aponta que é falsa.


QUANDO O MALANDRO NEM SABE FALSIFICAR

Estão vendo aquela plaqueta colada na base do Seat Tube. Vejam e pensem bem se o infeliz sabe o que está fazendo. Inclusive, todos os adesivos da suspensão são terríveis de mal feito.


Essa é a Scott Team Racing original. você olha a foto da Ritchey falsa e se pergunta: O que faz uma plaqueta da bike marca Scott numa Ritchey P-21 ????


   Quando eu encontro inconsistências nas bikes, sempre vai haver um detalhe matador, que colocará tudo a perder e vai colocar uma grande pedra em qualquer duvida. eu recomendo que pessoas que fazem esse tipo de serviço, que sejam honestas (dificil eim!), porque a grande maioria pode não conhecer, mas alguém vai descobrir, não adianta, se você quer fazer faça para você, quando for vender diga que é uma réplica e não tente enganar os outros, eu fico chateado com algumas pessoas que dizem que me conhecem e que sou até amigo delas, mas já tentaram me enganar, vai ser difícil, pode até não ser impossível, mas vai ter que ser muito técnico e gastar muito para transformar uma bike que não valerá a pena para revender pelo custo da transformação e a consciência também vai pesar.


RITCHEY P-21 - VERSÃO 2

   Titulo de filme?  Não. Mais uma Ritchey apresentada como legítima, cheia de inconsistências, me dito ser original e essa eu vi pessoalmente.

 Logo me chamou a atenção. Eu nunca vi uma pintura da Ritchey nesse esquema, componentes modernos para uma Ritchey de 1992 e o mais intrigante. Suporte de conduíte de cambio dianteiro Top Pull numa Ritchey P-21 dos anos 90??? entre outros detalhes.

  Vou apresentar essa bike porque acredito que faltou sinceridade aqui, essa bike foi pintada por um profissional conhecido de São Paulo, mas me apresentado como original, confesso que o trabalho é muito bom, porem, o que é comum acontecer e vejo até hoje isso, é bons profissionais pintado bikes sem muito compromisso com a originalidade, tenho que admitir que é difícil para um profissional viver de pintura e ter que pesquisar, fazer diversas matrizes, encontrar a proporção do tamanho correto, a cor, a aplicação no lugar certo e pintar como se deve de acordo com o modelo de época. 
  Aqui é este caso. Essa pintura não existe nos padrões da Ritchey, mesmo ela tendo diversos tipos de pintura que se perdem nos modelos, a Ritchey não faz o logo e o código do modelo dentro de molduras, apenas sobre a pintura geral do quadro. Desafio alguém a me mostrar outra bike nesse esquema se duvidarem. Mas eu encontrei de onde veio este quadro. 

 Na internet é possível, localizar o autor da pintura, aqui eu estou postando as imagens do site sem divulgar a empresa por motivos óbvios, esse pintor tem um excelente serviço.



Numa das páginas, é possível ver o próprio quadro. Único neste gênero, muito provavelmente o mesmo pintou o quadro mediante pedido ou orientação do dono, o lamentável é que não existe esse esquema original da Ritchey.

   O que se espera ao comprar uma peça, quadro ou uma bike inteira, é o histórico para saber a origem da bike, nessa hora sinceridade é tudo, como eu disse, bike sem passado é porque passou de mão em mão e a procedência é sempre duvidosa, tenho experiências de excelentes bikes que foram literalmente destruídas e estão a caminho do lixo, é uma pena ver algumas bikes sendo descartadas desse mundo quando não as temos para mostrar para aqueles que gostam de MTB retro dos anos 80 e 90.
   
A PATINADA QUE LEVOU Á QUEDA.

   Já na escorregada da pintura, ainda muitos detalhes deixaram a suspeita ainda maior e fazer o alerta vermelho acender, como isso já não bastasse, todas as bikes de Tom Ritchey fabricadas para serem P-21 não possuem suporte de conduíte de cambio dianteiro do tipo top pull, também não existem suportes de conduíte "rebitado" nos quadros da Ritchey, isso seria um sacrilégio, pois tudo que tom Ritchey faz é soldado e não faz sentido 90% da bike ser soldado e 10% ser rebitado, tamanho absurdo faz crer que houve uma alteração no quadro para aperfeiçoar ou esconder algo, quando a bike não tem histórico tudo que você vê perde crédito, não vale mais nada porque é muito dinheiro envolvido.


 Este suporte de conduíte no Top Tube é rebitado, isso não existem numa Ritchey!



Este suporte de conduíte de cambio não existe nas Ritchey, o mais estranho é que não existe espaço para passar os cabos de freio e cambio no Top Tube para as Ritchey dos anos 90.


MAS É UMA LEGÍTIMA RITCHEY OU NÃO?


    Neste caso eu tenho uma opinião formada. Sim, eu acho que é uma Ritchey original, mas não uma P-21. 
    Como eu acompanho muito o movimento das bikes retro por anos, eu sei que existia uma bike Ritchey P-23 vermelha aqui na região onde moro, a pelo menos 10 anos atrás, que pelo mais incrível que possa parecer, o proprietário foi o cara das bikes mais acima falsificadas e que conhece e tem ou teve ligação de negócios com o proprietário desta Ritchey em questão. Na minha opinião, ela foi comprada e transformada em P-21, eu não sei quem que rebitou o suporte no quadro e porque existe um suporte de conduíte de cambio no Seat Tube, o que eu posso dizer por mim, é que não faço negócios desse tipo, procedência duvidosa, um monte de gambiarras no quadro, quadro repintado errado e a possibilidade de ser uma P-23 não me faz sentir confiante no negócio, o problema de tudo está no fato de não ter coerência nos fatos e isso me diz que isso é um negócio de risco, pois são movidas por dinheiro e não por ideologia. Sei que um dia ela será vendida, infelizmente de forma consciente ou não eu não sei, mas eu não alimento esse mercado.
   Até onde eu sei, até mesmo o proprietário não sabe me dizer sobre estes questionamentos que eu fiz, portanto é difícil avaliar o que realmente aconteceu com esta bike. Neste caso, apesar dela não ser apresentada como restauração e sim uma original, não é possível que exista fotos da mesma antes da restauração da pintura, para provar que se trata realmente da mesma bike, sabendo que ela foi pintada por um profissional.



YETI A.R.C. !!!!


Quando você acha que já viu tudo, aparece mais uma.


   Recentemente, apareceu nas redes sociais essa Yeti ARC linda, imaculada e cheia de atitude, mais uma vez olho para uma bike que não preenche aquela satisfação, alguma coisa está errada, logo de cara vi peças anodizadas fora do padrão azul tradicional da época, vi que a mesa é uma mesa moderna genérica, o pedivela parece um Grafton, mas na altura da desconfiança esse era um mero detalhe, começo a perceber que o inscrito EASTON original não é itálico, o inscrito ARC está estranho, parece maior e aí começo a ver os detalhes de verdade.


Essa é uma legítima bike Yeti ARC. comparando as duas o fato da falsificada estar muito bonita, encobre os detalhes que a maioria vai desprezar e não irá perceber os detalhes que fazem a diferença. Vejam que o inscrito EASTON não está no formato itálico e as letras ARC são menores.


  As bikes Yeti Hard Tail, não mudaram em quase nada até o final dos anos 90, elas tiveram que ser adaptadas na introdução dos freios v-brake pela Shimano a partir de 1997 e mantiveram suas características marcantes que a colocaram no hall das clássicas "top to top". 
  Imagina quem vai aparecer com uma Yeti ARC e não ser logo cercado por uma multidão de pessoas que viveram essa época e conhece esse ícone. Alguns que não conseguem ter uma original, sabem como fazer uma, não é verdade?  Só que não!
  Quando essa bike surgiu em um perfil do Facebook, muita gente ficou apaixonado, perplexo, horrorizado e com um pingo de inveja. Mas infelizmente mais uma falsificação a vista. Quando o proprietário justifica que se trata de uma legítima Yeti e na verdade não é, existem duas coisas: ou o cara não sabe de nada inocente, ou é mais um espertalhão.
   Não vou dizer qual das duas vertentes ele faz parte, mas investiguei e descobri do que se trata mas não cabe neste momento dizer aqui. 


O ESCORREGÃO! 

    Essa é mais uma das bikes impossíveis de falsificar, a verdadeira YETI o Top Tube é retangular com as bordas arredondadas, o Stay é feito em uma peça curvado com uma gancheira soldada, o Top Tube termina acima do Stay que é soldado no Seat Tube e TODOS os conduítes e cabos passam do lado direito do quadro e são fixados por suportes rebitados e não soldados.
    Acho que não precisa dizer mais nada, só esses detalhes que diferenciam a uma da outra, já mostra que ela está longe de ser uma Yeti, aliás, a possibilidade de ter uma distância nisso é nula.
    Como só existe essa foto da Yeti fake, não posso avaliar o acabamento da pintura entre outros detalhes, mas se o proprietário tivesse dito que fez uma réplica, com certeza evitaria o constrangimento.

Aqui se vê quatro detalhes na Yeti verdadeira. O Stay chegando no Seat Tube abaixo do alinhamento do Top Tube, o formato do Top Tube retangular com as bordas arredondada, o suporte de conduíte de freio é incorporado no quadro e o suporte de todos os conduítes do lado direito da bike e arrebitado no quadro.


Nesta foto, a Yeti original e seu Stay com o chain stay em uma peça única, muito diferente da Yeti fake.
  
        Apesar dessa Yeti fake, ter sido apresentada como original, ela não está a venda a princípio, mas fica a dica caso aparecer uma Yeti ARC a venda. A bike que mais se aproxima desta para uma replica igual a esta Yeti fake é a KHS Alite de 1997.
     O que chama muito atenção é que essa copilação foi feita no Rio Grande do Sul, por um profissional de customização e restauração e também não existe o registro do "antes" do quadro no estado original antes da restauração, somente a execução e a finalização, mas tenho que concordar que como ele também customiza e é pago para fazer o que um cliente pede, não há muito o que dizer, somente que assim como a Ritchey pintada em São Paulo, essa Yeti também falta detalhes fiéis ao original. Por outro lado o restaurador afirma em seu perfil que é uma restauração de uma Yeti ARC de 1993. Ou o restaurador não conhece ou é um cúmplice da farsa.
    O tal registro do antes, é o que atesta a veracidade dos fatos quando se questiona a originalidade da restauração, sem isso, é como você não ter RG e nem certidão de nascimento, pois de alguma forma você deve provar que a bike original detonada foi restaurada de fato. É importante que nessas restaurações, exista fotos do quadro ou da bike antes dos trabalhos, nas condições originais para provar que se trata da mesma bike.
   Eu devo ser um cara muito chato, mas infelizmente, de acordo com o restaurador, o serviço de restauração foi nos mínimos detalhes e confesso que pra mim faltou muitos detalhes ainda que se eu começar a enumerar, vai dar outra matéria. Mas em relação ao  acabamento ele é muito bom.

      Com algumas pequenas modificações é possível que essa bike seja a mesma da falsificação.



YETI ARC - VERSÃO 2

    Essa não é classificada como falsificação, mas sim como um modelo F.R.O. vendida como A.R.C.
    Este é um tipo muito comum de vender gato por lebre, ou melhor, um porquinho da índia por lebre que é mais parecido com um coelho.


A Yeti tradicional é a Yeti ARC (All Racing Composite), diferente da sua irmão Yeti FRO (For Racing Only).


MAS QUAL A DIFERENÇA ?

    A diferença está somente que a top é a ARC que é construída em duas ligas de alumínio diferente para maior reforço estrutural do quadro, é composto por tubos de alumínio de liga 7075 e alumínio 6061. Uma se diferencia da outra pela forma como são pintadas, a ARC sempre é pintada em duas cores representando o composite de duas ligas de alumínio e a FRO pintada em apenas uma cor porque é construída apenas em alumínio 6061.
    Também pelo valor colecionável a ARC é mais cara que a FRO que também justifica que todos os pilotos da equipe team Yeti pilotavam bikes ARC full ou não.  A FRO por exemplo, não tem os patrocinadores.

ESCORREGADA NESSA?

   Se a pessoa que comprou acha que é uma ARC considero uma escorregada, inclusive é bom salientar que somente até 1991 as Yeti ARC eram de uma cor só, e a partir de 1992 passaram a ser composite de duas cores, e é possível ver July Furtado correndo na Yeti.
   Essa Yeti que foi a venda na internet era no mínimo 1995 pelas características e conversando com o vendedor.
    Mas é uma Yeti, aqui no Brasil devem existir algumas que devem ter sido importadas mas não deve existir muitas, mas ARC é bem raro e esta Yeti FRO, é uma bike que com o profissional certo, é possível transforma-la em ARC perfeitamente, assim como já vi fazerem no exterior.



O MERCADO DE MOUNTAIN BIKES RETRO NO BRASIL

   Nos últimos 10 anos tem crescido muito a procura por Mountain bike vintage no Brasil, infelizmente, elas existem em pequena quantidade e a demanda pela procura é muito maior, contudo, os preços variam muito sempre pra cima e o que se tem visto é que a maioria são bikes em estado duvidoso e com muitas peças ruins e modernas, a qualidade das bikes vintage no Brasil é muito baixa e existe uma predileção por bikes de menor valor, na sua maioria da linha de entrada para competições e linha passeio, existe também um cultuamento por bikes de cromoly muito forte e o que é mais engraçado, é que sua maioria acredita que são bikes indestrutíveis melhores que qualquer outra bike de alumínio ou outro material qualquer, levando algumas bikes a patamares de valor comparado as top da época vendidas aqui hoje.
   Com relação as falsificações, elas sempre irão existir, elas existem em todo lugar, no ciclismo não seria diferente, o que quero mostrar com tudo isso, é que assim como não existiria o drogado se não existisse o traficante, não existiria falsificadores se não existissem os trouxas (antes que alguém se ofenda leiam o significado no dicionário).
   Aqui eu mostrei diversas situações e não mencionei nomes nem lugares e nem apontei ou fiz insinuações a qualquer pessoa, essas declarações são de minha autoria e reflete a minha experiência de anos negociando bikes e peças a quase 30 anos.


segunda-feira, 26 de março de 2018

COMO RECUPERAR PEDAIS CLIP SURRADOS



        Pois bem. Não se trata de um pedal m737 novo, imaculado a mais de 25 anos sem uso para ilustrar a matéria. É um par de pedal clip m737 totalmente restaurado.
       Uma das peças mais difíceis e pouco produtivas no que se diz respeito a restauração, são pedais clip. Eles demandam muita atenção e paciência para atingir esse grau de resultado, como aqui no Brasil tudo é sucateado e existem pouquíssimas exceções para encontrar pedais m737 novos, para um colecionador com bikes em estado de nova ou semi-nova, é importante que tenha os pedais correspondentes e este é um exemplo.
       Como eu vivo dizendo e repito novamente, uma restauração de uma bike nunca tem fim, sempre existe algo para melhorar ou até mesmo fazer a tão famosa "dança das peças" entre outras bikes da coleção de acordo com as novas aquisições.
       Os pedais m737 que estão nessa restauração, são destinados para a GT Xizang, uma bike que está em constante upgrade e cada dia fica mais completa e próxima da original de 1993. Atualmente ela está com um par de pedal clip m505 para uso no dia a dia, importante dizer que algumas bikes eu removo os pedais para mante-los preservados na sua originalidade quando possível.



O PEDAL ESCOLHIDO

      Quando eu digo escolha, existem duas vias, eu tenho dois pares de pedal m737 para restaurar, eu escolhi um deles e os dois estavam muito semelhantes no que diz respeito ao estado estético (isso quero dizer surrados e muito feio), outra via é que não tem muita escolha, na época esse era o pedal top e o que era usado pela equipe team da GT, portanto é esse mesmo que vai ser. 
      Para título de curiosidade, o outro par de pedal que será restaurado será destinado para a GT RTS-1.
      Eu sempre antes de iniciar uma restauração, eu faço uma simulação mental de todas as etapas da restauração, o tempo para cada etapa, problemas que poderei encontrar e antecipar a solução para que não atrase a restauração, apesar disso nem sempre funcionar 100% para muitos casos funciona muito bem (para restauração de bikes isso é mais complexo).  
     Como é uma restauração de várias etapas, ela foi realizada em paralelo a outras restaurações e levou mais tempo que o normal, mas planejado para ficar pronto juntamente com o upgrade da suspensão Rock Shox Mag SL Ti porque algumas etapas de outras restaurações, eu incluo o pedal para otimizar o consumo de materiais utilizados e tempo para produzir os adesivos.

Com mais de 25 anos de uso, até que está inteiro, percebe-se que existem marcas de "X" nos pedais, como eu tenho dois pares eu marquei os pares certos para não se misturarem.



A DESMONTAGEM

     A desmontagem não tem segredo, todo mundo consegue fazer isso e é uma parte até divertida de fazer. Eu geralmente costumo limpar tudo antes de desmontar, mas esta restauração eu peguei o pedal sujo mesmo para desmontar, o detalhe importante na desmontagem é que se você não sabe remontar, você deve fazer um pedal por vez para que você use o que ainda não foi desmontado para montar o que estiver pronto, no meu caso, eu tenho dois pares e só desmontei um par.


 Primeiramente, você precisa ter uma ferramenta importante para desmontar o pedal, que é a chave de desmontar o eixo.

     A desmontagem do eixo, é importante que você tenha esta chave, infelizmente ela não existe para venda por ser uma ferramenta obsoleta, no entanto é possível remover o eixo com um pouco de criatividade improvisando, mas eu não vou comentar sobre isso, se você não tem a chave, imagine que a peça é plastica e dependendo do que você fizer vai perder o pedal definitivamente, então pense bem como desmontar sem a chave própria.
    Uma coisa boa de ver, é que os pedais dessa época são indestrutíveis, a maioria dos eixos ainda rodam livremente sem contaminação ou pistas e esferas estragadas, apesar do peso, eles foram feitos para suportarem os maiores abusos que um pedal pode passar, o corpo robusto protege o mecanismo quase que por completo e geralmente as molas estão com ótima pressão.
    O único inconveniente, é que eles não possuem abertura suficiente para expulsar o barro acumulado no pedal, fatalmente o barro seca e fica impossível de soltar a sapatilha e ainda mais porque o pedal m737 não tem nenhuma folga para movimentação lateral da sapatilha e isso contribui ainda mais para que ele não solte em trilhas de chuva com muita barro e lama, problema que só foi solucionado dois anos mais tarde com pedais com plataforma mais vazada e com grau de movimentação da sapatilha lateralmente sem soltar do pedal, alem de que os pedais ficaram muito mais leves pois diminuíram muito o corpo do pedal.
    Mas apesar de tudo é um clássico e deve ser preservado e lembrado, principalmente por que faz parte do período da bike e é importante ter este item.

Um para de pedal m737 a muitos anos sem manutenção ou revisão. Na desmontagem é importante reunir todas as peças de cada lado do pedal em sacos plásticos separadamente para que elas não se misturem, isso é importante para que  peças desgastadas a muitos anos permaneçam juntas para não causarem incompatibilidade na hora de remontar.


 A limpeza e o acabamento é importante para mante-lo em ordem, com uma micro retífica, as peças de encaixe, foram escovadas com rebolo de aço, lixadas e enceradas com polidor de metais.





A parte mais deteriorada do pedal, é a ponta exposta que muitas vezes está nesse estado e até pior.
Lixado para remoção dos riscos e ralados mais profundo, ele poderá receber nova pintura, adesivos e verniz.



A REMONTAGEM E O ACABAMENTO

      O segredo de tudo está na dedicação que você vai ter para realizar tudo que deve ser feito, as molas estavam um pouco enferrujadas e foram limpas e isentas de ferrugem, o corpo foi tratado separadamente assim como outras peças cuidadosamente pintadas, para você remontar tudo, você deve ter certeza de que o corpo do pedal está completamente com sua pintura curada para não haver problemas na hora da limpeza e o cuidado para não estragar algo é fundamental.
      
As peças pintadas e secando no meu "varal" da oficina. 



     
Os eixos foram desmontados, limpos, lubrificados e remontados antecipadamente só aguardando a finalização do corpo do pedal totalmente montado.


Os dois pares de pedais m737. O que estou restaurando são os de cima fora da caixa, um deles totalmente montado e o outro com o corpo pronto para ser montado (os rolamentos dentro da caixa não fazem parte dos pedais, desconsidere isso).



O corpo do pedal pronto para ser remontado. As carcaças de proteção da mola, só serão fixas com os eixos das molas, nessa foto eles estão encaixados mas não estão com os eixos ainda.


 O primeiro montado...


Considero que pelo estado em que eles estavam, ficou muito bom.














A GT XIZANG E SEU NOVO PEDAL





Mais um upgrade concluído com sucesso.


     Importante lembrar que a pintura consistiu em aplicação de primer alumínio, pintura na cor preto e verniz PU. A textura do acabamento é uma técnica de pintura por aspersão e exige uma certa habilidade para ser feita.
     O adesivo foi produzido por mim, como já mostrei em tópicos anteriores, o processo realizado é muito parecido com o original, a durabilidade deste trabalho é similar ao original, levando em conta que o original também é pintado.
     O verniz PU que eu utilizo é industrial, o automotivo tem resistência inferior ao que eu utilizo.
     Duvidas, sugestões e críticas são bem vindas, por e-mail ou aqui mesmo.