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sexta-feira, 8 de junho de 2018

VEJA MAIS RESTAURAÇÕES NO INSTAGRAM !!!


 Se você quer ver mais trabalhos do Jassa no Instagram você vai encontrar restaurações de bikes e peças avulsas que não fazem parte das bikes restauradas ou de clientes em geral.
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segunda-feira, 26 de março de 2018

COMO RECUPERAR PEDAIS CLIP SURRADOS



        Pois bem. Não se trata de um pedal m737 novo, imaculado a mais de 25 anos sem uso para ilustrar a matéria. É um par de pedal clip m737 totalmente restaurado.
       Uma das peças mais difíceis e pouco produtivas no que se diz respeito a restauração, são pedais clip. Eles demandam muita atenção e paciência para atingir esse grau de resultado, como aqui no Brasil tudo é sucateado e existem pouquíssimas exceções para encontrar pedais m737 novos, para um colecionador com bikes em estado de nova ou semi-nova, é importante que tenha os pedais correspondentes e este é um exemplo.
       Como eu vivo dizendo e repito novamente, uma restauração de uma bike nunca tem fim, sempre existe algo para melhorar ou até mesmo fazer a tão famosa "dança das peças" entre outras bikes da coleção de acordo com as novas aquisições.
       Os pedais m737 que estão nessa restauração, são destinados para a GT Xizang, uma bike que está em constante upgrade e cada dia fica mais completa e próxima da original de 1993. Atualmente ela está com um par de pedal clip m505 para uso no dia a dia, importante dizer que algumas bikes eu removo os pedais para mante-los preservados na sua originalidade quando possível.



O PEDAL ESCOLHIDO

      Quando eu digo escolha, existem duas vias, eu tenho dois pares de pedal m737 para restaurar, eu escolhi um deles e os dois estavam muito semelhantes no que diz respeito ao estado estético (isso quero dizer surrados e muito feio), outra via é que não tem muita escolha, na época esse era o pedal top e o que era usado pela equipe team da GT, portanto é esse mesmo que vai ser. 
      Para título de curiosidade, o outro par de pedal que será restaurado será destinado para a GT RTS-1.
      Eu sempre antes de iniciar uma restauração, eu faço uma simulação mental de todas as etapas da restauração, o tempo para cada etapa, problemas que poderei encontrar e antecipar a solução para que não atrase a restauração, apesar disso nem sempre funcionar 100% para muitos casos funciona muito bem (para restauração de bikes isso é mais complexo).  
     Como é uma restauração de várias etapas, ela foi realizada em paralelo a outras restaurações e levou mais tempo que o normal, mas planejado para ficar pronto juntamente com o upgrade da suspensão Rock Shox Mag SL Ti porque algumas etapas de outras restaurações, eu incluo o pedal para otimizar o consumo de materiais utilizados e tempo para produzir os adesivos.

Com mais de 25 anos de uso, até que está inteiro, percebe-se que existem marcas de "X" nos pedais, como eu tenho dois pares eu marquei os pares certos para não se misturarem.



A DESMONTAGEM

     A desmontagem não tem segredo, todo mundo consegue fazer isso e é uma parte até divertida de fazer. Eu geralmente costumo limpar tudo antes de desmontar, mas esta restauração eu peguei o pedal sujo mesmo para desmontar, o detalhe importante na desmontagem é que se você não sabe remontar, você deve fazer um pedal por vez para que você use o que ainda não foi desmontado para montar o que estiver pronto, no meu caso, eu tenho dois pares e só desmontei um par.


 Primeiramente, você precisa ter uma ferramenta importante para desmontar o pedal, que é a chave de desmontar o eixo.

     A desmontagem do eixo, é importante que você tenha esta chave, infelizmente ela não existe para venda por ser uma ferramenta obsoleta, no entanto é possível remover o eixo com um pouco de criatividade improvisando, mas eu não vou comentar sobre isso, se você não tem a chave, imagine que a peça é plastica e dependendo do que você fizer vai perder o pedal definitivamente, então pense bem como desmontar sem a chave própria.
    Uma coisa boa de ver, é que os pedais dessa época são indestrutíveis, a maioria dos eixos ainda rodam livremente sem contaminação ou pistas e esferas estragadas, apesar do peso, eles foram feitos para suportarem os maiores abusos que um pedal pode passar, o corpo robusto protege o mecanismo quase que por completo e geralmente as molas estão com ótima pressão.
    O único inconveniente, é que eles não possuem abertura suficiente para expulsar o barro acumulado no pedal, fatalmente o barro seca e fica impossível de soltar a sapatilha e ainda mais porque o pedal m737 não tem nenhuma folga para movimentação lateral da sapatilha e isso contribui ainda mais para que ele não solte em trilhas de chuva com muita barro e lama, problema que só foi solucionado dois anos mais tarde com pedais com plataforma mais vazada e com grau de movimentação da sapatilha lateralmente sem soltar do pedal, alem de que os pedais ficaram muito mais leves pois diminuíram muito o corpo do pedal.
    Mas apesar de tudo é um clássico e deve ser preservado e lembrado, principalmente por que faz parte do período da bike e é importante ter este item.

Um para de pedal m737 a muitos anos sem manutenção ou revisão. Na desmontagem é importante reunir todas as peças de cada lado do pedal em sacos plásticos separadamente para que elas não se misturem, isso é importante para que  peças desgastadas a muitos anos permaneçam juntas para não causarem incompatibilidade na hora de remontar.


 A limpeza e o acabamento é importante para mante-lo em ordem, com uma micro retífica, as peças de encaixe, foram escovadas com rebolo de aço, lixadas e enceradas com polidor de metais.





A parte mais deteriorada do pedal, é a ponta exposta que muitas vezes está nesse estado e até pior.
Lixado para remoção dos riscos e ralados mais profundo, ele poderá receber nova pintura, adesivos e verniz.



A REMONTAGEM E O ACABAMENTO

      O segredo de tudo está na dedicação que você vai ter para realizar tudo que deve ser feito, as molas estavam um pouco enferrujadas e foram limpas e isentas de ferrugem, o corpo foi tratado separadamente assim como outras peças cuidadosamente pintadas, para você remontar tudo, você deve ter certeza de que o corpo do pedal está completamente com sua pintura curada para não haver problemas na hora da limpeza e o cuidado para não estragar algo é fundamental.
      
As peças pintadas e secando no meu "varal" da oficina. 



     
Os eixos foram desmontados, limpos, lubrificados e remontados antecipadamente só aguardando a finalização do corpo do pedal totalmente montado.


Os dois pares de pedais m737. O que estou restaurando são os de cima fora da caixa, um deles totalmente montado e o outro com o corpo pronto para ser montado (os rolamentos dentro da caixa não fazem parte dos pedais, desconsidere isso).



O corpo do pedal pronto para ser remontado. As carcaças de proteção da mola, só serão fixas com os eixos das molas, nessa foto eles estão encaixados mas não estão com os eixos ainda.


 O primeiro montado...


Considero que pelo estado em que eles estavam, ficou muito bom.














A GT XIZANG E SEU NOVO PEDAL





Mais um upgrade concluído com sucesso.


     Importante lembrar que a pintura consistiu em aplicação de primer alumínio, pintura na cor preto e verniz PU. A textura do acabamento é uma técnica de pintura por aspersão e exige uma certa habilidade para ser feita.
     O adesivo foi produzido por mim, como já mostrei em tópicos anteriores, o processo realizado é muito parecido com o original, a durabilidade deste trabalho é similar ao original, levando em conta que o original também é pintado.
     O verniz PU que eu utilizo é industrial, o automotivo tem resistência inferior ao que eu utilizo.
     Duvidas, sugestões e críticas são bem vindas, por e-mail ou aqui mesmo.
   

domingo, 25 de março de 2018

RESTAURANDO UMA ROCK SHOX MAG SL TI


     


   Isso mesmo senhores. Uma raridade sem precedentes em terras tupiniquins, eu encontrei essa jóia abandonada em uma casa familiar, de um senhor que a muito tempo não pedala, estava sem funcionar, o antigo proprietário ia vende-la por um valor simbólico para alguém que se interessa-se pois como já é sabido, ninguém quer consertar uma Rock Shox Mag e o mais impressionante é que ninguém se deu conta de que era uma raríssima Rock Shox Mag SL Ti.
   Graças a uma rede de contatos que tenho, veio até mim a informação de que havia uma Rock Shox a venda baratinho e não estava funcionando e logo me interessei. Como já é de costume, também a pessoa que viu, não soube me dar informações e fui ver a suspensão acreditando ser uma Rock Shox Mag-21. Sempre que possível, eu compro alguma suspensão para restaurar para meus projetos ou servir de doadora de peças, porque muitas vezes algumas suspensões não são possíveis de restaurar de acordo com alguns problemas e aí o negócio é ter peças sobressalentes.
    Encurtando a conversa, quando eu a vi na casa deste senhor, tive que me conter para não surtar, assim como foi quando vi o quadro da GT STS completamente novo quando fui buscar a Specialized Ground Control A1 que eu tinha comprado. 
  A primeira coisa que passa pela cabeça é se ela tem conserto, se o cara vai vender mesmo, se ele sabe o que tem e quanto isso vai me custar. Conversando com ele, percebi que o mesmo não tinha nenhum apego a peça e queria se livrar dela, ganhar algum troco com uma suspensão quebrada, que para a maioria é um grande negócio. Só um mané compraria uma suspensão Rock Shox Mag quebrada (não costumo dizer que restauro peças quando estou negociando).


ANALISANDO FRIAMENTE

   Emfim, consegui leva-la pra casa, por uma ninharia, todo feliz e cheio de planos, já até sabia para onde ia e era a GT Xizang.
    Analisando com calma a suspensão, ela estava integra apesar do estado estético sofrível dela, num primeiro momento ela estava sem ar, as bengalas estavam inteiras sem arranhões depois de remover os guarda pó, fui medir a espiga para colocar na GT Xizang e veio a decepção, ela era curta pra ela, eu teria que trocar a espiga ou coloca-la em outra bike e mesmo assim, medindo outras das minhas bikes, percebi que seria curta para quase todas e então decidi trocar a espiga.
   Uma grande vantagem da Rock Shox Mag SL Ti, é que a espiga é de alumínio, muito mais fácil de trocar que uma espiga de cromoly, já tendo um profissional para realizar esse serviço, logo adiantei o crown para ser feito o serviço na empresa DCM Tech da cidade de Mogi Guaçu, fez um excelente serviço e faz muito s outros serviços para bikes até produzir parafusos especiais de alumínio, quem precisar do contato dele entre em contato comigo que eu passo in box.


A RESTAURAÇÃO

   Eu devia ter colocado a Rock Shox Mag SL Ti como restauração principal no lugar da Rock Shox Mag-21, infelizmente, as coisas não correram como eu queria e a restauração das duas suspensões acabaram não caminhando juntas e justamente a Mag SL Ti, eu não tenho todas as fotos, a restauração em si, passou pelos mesmos procedimentos da Rock Shox Mag-21, com exceção do acabamento e pintura das canelas que são completamente diferentes juntamente com o booster de freio.
    A Rock Shox Mag SL Ti tem as canelas polidas para que você possa pintar com verniz pigmentado em dourado e o booster é pintado de prata. Incrivelmente, ela ainda tem algumas diferenças da Rock Shox Mag-21 que são determinantes e são estas:

     - Crown polido e aberto por baixo, para alívio de peso e espiga em alumínio (todos os outros modelos de Rock Shox, possuem uma abertura fechada com apenas um furo de cada lado e todas as espigas são de cromoly rosqueadas ou não).

      - Hardware de titânio (Todos os parafusos e pivos de freio do Rock Shox Mag SL Ti são de titânio, exclusividade deste modelo).

   - Pintura diferenciada (Canelas e booster pintados personalizadamente para este modelo).

    O Funcionamento e o sistema interno é o mesmo do Rock Shox Mag-21 de 1994. 
    A restauração de funcionamento desta suspensão foi realizado igual ao da Rock Shox Mag-21, tive que trocar as borrachas de ar, um dos lados já tinha sido aberto, continha água com óleo, só descobri porque quem a abriu, utilizou silicone no lugar da borracha de ar e ela estava derretendo e tive mais trabalho para sangrar o óleo e descontaminar uma das bengalas, mas tudo correu bem.

As pernas da suspensão sem a pintura e já iniciando o lixamento.



A PINTURA

   A pintura foi o teste de paciência, eu a fiz "quatro vezes !!!"  Pois a primeira ficou muito dourado e não parecia a cor original e isso me tirou o sono por vários dias e resolvi repintar. A segunda vez a pintura caiu partículas de tinta seca (eu não limpei a pistola de pintura direito) e tive que remover tudo e repintar, a terceira vez a pintura ficou ruim e não gostei e na quarta e ultima vez, eu consegui a cor e o acabamento ficou primoroso. Valeu a pena.

 A primeira pintura que eu não gostei..


O booster de freio já revitalizado...


...Quando resolvi fazer de novo.


PROBLEMAS INERENTES DO MAGNÉSIO 
   
    A maioria não sabe, mas o magnésio é um material que absorve a umidade muito rápido, ele fica preto e se estiver pintado, muitas vezes a pintura estoura de dentro para fora. Muitas suspensões Rock Shox Mag SL Ti que vocês vêem hoje, estão com seu acabamento das canelas iguais a minha quando eu adquiri, elas escurecem e parecem que são originalmente parecidas com a Rock Shox Mag-21 mas não são.
    Tive que pesquisar muito para chegar na cor original da Mag SL Ti para conseguir o mesmo acabamento as canelas foram lixadas, polidas, encerradas, lavadas, secas ao sol e pintadas logo que retiradas do sol, para que a umidade não faça o seu estrago a curto médio prazo. Fazendo uma busca na internet, consegui uma suspensão praticamente intacta no acabamento e segui o padrão original.

Foto de uma Rock Shox Mag SL Ti com pintura original encontrada na internet.


A primeira pintura. Ficou muito amarelo, carreguei demais nas demãos e não fiquei contente enquanto não removi tudo e fiz novamente...


Uma das pernas da suspensão prestes a ter tudo removido...

...Processo de remoção com removedor automotivo.


 Lá vamos nós polir ela de novo....


 ...Pronta para ser pintada novamente...


 A tonalidade certa alcançada...


 Secando juntamente com a Rock Shox Mag-21


 Até que emfim prontas. Ficaram tão lindas que dá vontade de deixar assim.


 A nova espiga com seus incríveis 22 cm.


 A diferença do crown aberto das Rock Shox Mag SL Ti.


 Montada e pronta para ser instalada na GT Xizang.


 Mais um projeto terminado. A suspensão está funcionando perfeitamente, assim como a Rock Shox Mag-21, esta também superou as expectativas.


 Essa suspensão é tão linda que dá vontade de emoldurar e por na parede!!

Sabe que para instalar uma suspensão desta numa bike como uma GT Xizang, eu tenho a obrigação de colocar uma caixa de direção a altura.


 Ensaio antes de instalar a suspensão





 Quase lá !!!!




 Sinceramente. Essa bike não foi feita para uma Manitou. Com essa suspensão Rock Shox, A GT Xizang, ficou espetacular!!!


 A espiga foi trocada por uma de 22,5cm para poder dar um pouco de conforto e suspender a frente. Ainda assim, cortei 20mm da espiga.


 Ainda falta aqui o pedal m737 que complementa o upgrade da GT Xizang que também foi restaurado e mais uma etapa concluída.

   

RESTAURANDO UMA ROCK SHOX MAG-21

                                                                                             


          O ROCK SHOX MAG-21


  A Rock Shox, é uma das marcas de suspensão mais antigas que surgiram, assim como ela, existiam muitas outras nos anos 80, diversas delas, copiando o modelo das motocicletas e outras tão exóticas e complexas que chegam a ser dignas de filme Sci-Fi. Mas algumas dessas marcas vieram para ficar e se popularizaram e são hoje gigantes no negócio de suspensão de bikes.
  O modelo MAG-21, não foi a primeira suspensão da Rock Shox, mas foi a revolução no sistema de amortecimento com sistema ar-óleo, inclusive com funcionamento em câmara aberta, onde o sistema todo é banhado em óleo e ar no mesmo lugar. Sim. Se você não sabe, o Rock Shox MAG-21 e toda a sua família MAG, são sistemas de câmara aberta onde o óleo e o ar ficam juntos com todo o resto do mecanismo interno, muita gente ainda acha que as suspensões MAG, são dois sistemas separados internamente e ainda hoje é um mistério e para muitos, impossível imaginar como desmontar ou como é o funcionamento desta suspensão.
   Um dos maiores problemas com a suspensão Rock Shox MAG, é o sistema de calibragem de ar, ele não foi projetado para ser manipulado todo o tempo para ajustar conforme a trilha como se faz hoje, mesmo ele tendo botões de ajuste de compressão nas canelas, ele é muito ineficiente e depende exclusivamente de uma boa calibragem, baseada no peso do piloto, as condições habituais de uso de terreno e pilotagem. Por isso, muitas suspensões Rock Shox da família MAG, estão paradas, totalmente arriadas, sem funcionar, muitas outras totalmente destruídas por negligência de seus donos que a usaram sem ar desde quando resolveram pegar a seringa de calibragem e se aventuraram no desconhecido. Já na época não existia nenhuma literatura técnica que pudesse ajudar o usuário a fazer o uso correto da suspensão e tirar o máximo dela, muitas revistas da época, tinham matérias com diversas experiências de sucesso e fracasso que ajudou a desenvolver as melhorias e as dicas de utilização como que tipo de viscosidade de óleo usar, quantidade e que pressão se deve aplicar o ar.
   Hoje é fato que para melhor se tirar proveito de uma Rock Shox MAG, é necessário, um óleo de suspensão de baixa viscosidade (5w e 8w), a quantidade dentro do sistema tem fator importante no uso que será feito, você tem que saber medir com uma  marcação mergulhada dentro da bengala aberta, quantos milímetros de óleo será utilizado correspondente ao uso que vai ser feito (Cross Country, Trial, DownHill e por aí vai..) e por fim o quanto de pressão de ar você deve utilizar para melhor proveito dos botões de ajuste acima da bengala.
  Quero deixar registrado, que a suspensão Rock Shox da família MAG, são uma das mais robustas e duráveis que existem, apesar do seu pouco curso e a fama de que tem um grau de torção elevado (que funcionalmente não interfere em nada na sua performance), ela tem uma vida útil acima da média, aguentam muito abuso que as de hoje não suportariam nem a metade do que uma MAG, é capaz de aguentar. Foi uma época que tudo era feito para durar e o capitalismo desenfreado ainda era uma criança e não limitava os produtos a uma vida útil medíocre e cheia de "regras de manutenção".





   
    O QUE DÁ PRA FAZER COM UMA ROCK SHOX MAG-21 HOJE?


   Muitos devem se perguntar que eu estou endeusando a Rock Shox MAG-21, mas não se trata disso, quando surgiu a Suspensão Rock Shox MAG-20, eu simplesmente a odiava, ela já vinha de fábrica com uma calibragem alta, ela não era progressiva, simplesmente ela abaixava e retornava de uma vez, os botões de ajuste não regulavam a sensibilidade de amortecimento do mínimo para o máximo e os ajustes intermediários eram simplesmente enfeites. Com o surgimento do Rock Shox MAG-21, não foi diferente, o que diferenciava ela da MAG-20, era somente as canelas internas serem de magnésio ao invés de aço e o sistema era praticamente o mesmo, e em 1994 ele foi modificado para ser mais "ajustável" e passou de 46mm de curso para 60mm.
   Mas o que é possível fazer para "modernizar" uma Rock Shox MAG-21?  Sim. Se você que dar uma sobrevida a sua Rock Shox Mag-21, é possível fazer duas transformações importantes que podem aumentar a utilidade dela e não precisamente a vida útil, pois muitas ainda funcionam com óleo velho e sem manutenção desde a sua aquisição e estamos falando de 20 anos ou mais de existência. 
  Por exemplo:  Você sabia que é possível aumentar o curso da suspensão e passa-la para até 70mm de curso? E que você pode trocar o sistema de calibragem por uma válvula Schrader e eliminar o problema crônico de calibragem?
  Com um sistema confiável e a configuração correta de todos os itens apontados aqui, é possível vc transformar uma Rock Shox MAG-21 numa suspensão mediana para os padrões de hoje e ser muito útil em longas jornadas onde você precisa de uma suspensão robusta e que não vai ti deixar na mão e que principalmente você não fique refém de manutenção periódica de curto prazo como são as suspensões de hoje.
  É claro que falamos de uma suspensão antiga, não quero comparar com as que existem hoje, minha única ressalva com relação a isso, é a durabilidade, acabamento e beleza que não existem mais, manter uma suspensão hoje, requer investimento alem da aquisição e se você não souber usar ela vai quebrar e não vai custar barato para conserta-la. Só isso me incomoda. 
    

 ROCK SHOX MAG-21 PRIMEIRA EDIÇÃO


   Existem muitas edições da Rock Shox MAG-21, elas em muitos caso se misturam e fica difícil identificar uma das outras, quando foi lançada a Rock Shox MAG-20, havia um incomodo com relação ao peso, elas não eram leves e já existia nesse período uma forte tendência de diminuição de peso de todos os componentes de bikes e o surgimento da Rock Shox MAG-21 coincide com isso, sua concorrente, a Manitou, tinha uma linha de suspensões baseada no sistema de elastômeros, eram muito confiáveis e até mais robustas que a Rock Shox e ainda as Manitou eram maiores em porte que a Rock Shox MAG-21 pesavam quase o mesmo peso da Rock Shox MAG-21.
    Eu sempre tive Manitou, somente agora que sou entusiasta Old School, que me veio a nostalgia de ter e usar uma Rock Shox MAG-21 e descobrir os segredos do bom uso dessa suspensão. As edições das suspensões Rock Shox MAG-21, se perdem entre elas a partir do momento que as peças ficam intercambiáveis, pois todas elas, apesar de algumas mudanças estéticas sutis, a plataforma é a mesma, medidas e as principais peças são as mesmas desde a MAG-20 e inclusive a família QUADRA, tem peças que servem na MAG-21. 
    O que se pode utilizar como referência, são fotos de competições da época em que você identifica cada modelo e seu ano de lançamento, porque todos os pilotos mais famosos, tinham suas suspensões atualizadas a cada lançamento como propaganda da marca e assim ser possível fazer um paralelo com os catálogos que muitas vezes eram traídos por lançamentos relâmpago e perdiam a cronologia facilmente. 
    A minha MAG-21, foi até fácil de identificar, porque existe uma foto de um poster da July Furtado, com uma GT RTS-1 quando ela usou o protótipo em 1992, com todas as características da primeira edição da Rock Shox MAG-21, que era o crow mais robusto e com curvas acentuadas e as canelas de aço que só existiam até então na anterior MAG-20.
    A Rock Shox MAG-21 em 1993 passou a ter suas canelas internas em magnésio e o crow se dividia entre a MAG-20 e MAG-10 que é possível ver em muitas fotos por aí, mas o crow mais torneado com dois sulcos ao lado dos botões eram o padrão do modelo.

    Minha Rock Shox MAG-21, eu comprei num site de compras da internet aqui do Brasil, foi anunciada como Rock Shox Quadra, mas logo vi que se tratava de uma MAG-21, não custou caro e nem tão pouco barato para os estado em que se encontrava e é sempre assim aqui no Brasil, você encontra suspensões antigas em estado precário e a maioria sem funcionar com aquela frase comprada do vendedor..." suspensão em ótimo estado, precisando de uma revisão"  ...E quando você vê, ela não funciona, na maioria das vezes esta arriada e sem ar e se você tiver sorte, ela foi esquecida logo após a quebra, se não, você vai pegar um verdadeiro lixo. Mas esse não foi o caso, apesar do estado "judiado", ela funcionava bem e precisava de carinho.
   Muitas dessas suspensões são consideradas aqui no Brasil, como relíquias e os mais ignorantes acham que são dono de uma raridade toda semi destruída, sem funcionar e muitas vezes descaracterizada e querem valores indecentes e proibitivos. o maior problema resumindo é que dá pra contar numa mão quem é que está disposto a consertar uma suspensão dessas já que a maioria nem sabe com se desmonta uma Rock Shox da família MAG, sem contar que dependendo do serviço, será difícil encontrar algumas peças como por exemplo os retentores no mercado comum e variavelmente você será obrigado a importar os retentores e "raspadores" (que são as peças mais difíceis por aqui) e se não os tiver, terá que utilizar os guarda pó para solucionar a falta dos raspadores.


O PROJETO ROCK SHOX MAG-21


  Essa Rock Shox MAG-21, faz parte do projeto GT RTS-1, uma das ultimas bikes que tenho aqui para restaurar, depois que eu começar e terminar a Klein é claro. O objetivo é deixa-la original, não vou fazer nenhuma alteração mecânica nela, vou coloca-la no seu patamar de destaque e ela vai deixar se ser uma suspensão sem valor, para equipar uma GT RTS-1 ano 1992 com grupo XTR m900, que já está pronto e aguardando o polimento do quadro e algumas alterações personalizadas da época que quero fazer.
  A suspensão está em bom estado funcional, porem esteticamente está sofrível, sinais de desgaste, maus tratos, e muitos anos de uso e a deixou apagada e sem vida, umas das primeiras coisas a fazer é desmontar tudo.

DESMONTANDO A SUSPENSÃO 

  Desparafusando todas as peças, percebi que um dos lados estava com pouco ar, você só consegue perceber isso quando você separa uma da outra, sinal que a borracha da agulha não está retendo ar ou algum imbecil introduziu um palito ou agulha e tirou um pouco de ar (coisa normal por aqui), Para poder abrir, é necessário retirar todo o ar primeiro, depois você retira as tampas onde fica os botões de ajuste de compressão e aí começa o show.
   Não se espante se você abrir e sentir um forte cheiro de peixe podre, sinal que esse óleo passou em muito sua vida útil e está ali misturado ao desgaste das peças e algumas vezes com água. A minha tinha o lado com pouco ar misturado óleo com água e ao retirar era nítido que havia mais volume líquido que o normal, mas mesmo assim a cor óleo não indicava que havia alguma peça quebrada internamente. pois vou trocar o óleo sem desmontar a suspensão toda.
   Motivo este, que não tenho retentores nessa medida para trocar, porque a abertura do sistema é através de um saca embolo e ele fica preso pela pressão dos retentores e quando você os retira, ele sai rasgando e é perdido totalmente (principalmente se for o original a 20 anos preso dentro da suspensão).
   Mas para saber mesmo se você não vai precisar abrir o sistema, você vai precisar sangrar o óleo velho e limpar o sistema sem desmontar. Nesse caso, você vai ter que colocar óleo novo no sistema, fechar sem ar, fazer o movimento de comprimir e retornar por vários minutos, abrir a tampa dos botões de ajuste, fazer a sangria, verificar a cor do óleo.       O óleo vai começar a sair limpo a cada procedimento de limpeza, até ficar na cor original do óleo novo, eu precisei sangrar 05 vezes para chegar ao óleo limpo, aí você pode realizar o procedimento de colocação do óleo definitivo. Com meio litro de óleo de suspensão, você conseguir realizar esse serviço.
   Mas o pior ainda está por vir, o sistema de calibragem utiliza umas borrachinhas dentro da tampa dos botões de ajuste, que devem ser retiradas e substituídas por novas, já que quero deixar a suspensão como original e neste caso você deve produzir as borrachas para reterem o ar quando você calibrar a suspensão. Para fazer isso, o ideal é encontrar borrachas em formato cilíndrico com diâmetro ligeiramente maior que o furo onde fica a borracha, para que entre sob pressão e consiga sempre manter o furo fechado.
   O furo na borracha é um caso a parte. Se você apenas furar e introduzir a agulha de calibragem, você vai rasgar a borracha, pois você não poderá fazer o furo no mesmo diâmetro da agulha de calibrar e para isso você precisa vulcanizar o furo com a agulha fina. esse procedimento é relativamente simples, você vai precisar de uma agulha longa, perfurar a borracha já instalada na tampa de ajustes e faze-la atravessar pelo furo de entrada (não esqueça que o furo deve ser feito no centro nas duas extremidades), para isso você vai precisar aquecer a agulha até ficar vermelha e furar em uma unica vez (introduzir e tirar), para que o furo seja vulcanizado a quente (você terá que usar um alicate para segurar a agulha na extremidade de puxar, porque ela vai esquentar muito e você vai queimar os dedos). Esse processo vai criar o caminho da agulha de calibrar, como a agulha é mais grossa que o furo, a tendência é a borracha rasgar, mas se você " induzir" a passagem da agulha de calibragem, ela vai sempre entrar por este furo vulcanizado e não vai forçar a entrada a ponto de rasgar. Não se esqueça de passar um pouco de óleo na agulha antes de calibrar. Todo cuidado é pouco.
    Uma vez feito isso, já é possível, fechar tudo e calibrar as bengalas, se você não tiver a seringa de calibragem Rock Shox, eu fiz um tutorial no blog para adaptar uma agulha de encher bola de futebol em qualquer calibrador com válvula schrader. 


 Desmontado e preparado para iniciar a restauração...


Crown bastante judiado e com adesivos estragados...


 Originalmente com acabamento polido, será necessário toda a remoção de riscos profundos...


 ...Para que se obtenha o resultado de novo ou na pior das situações, parecer com um semi novo.





 Alguns acabamentos irão demandar um serviço apurado para não aparecer os ralados mais profundos.


 O booster vai ser pintado de preto como foi tradicionalmente, essa peça foi pintada na cor da suspensão em alguns anos aleatórios mas eu prefiro ele na cor preto.
Os parafusos e pivos, serão os mesmos, os parafusos irão passar por revitalização.


 Parece que está muito ruim, mas confesso que já vi piores, esse ralado será tratado...


 Removendo os adesivos, você tem acesso a cor original sem estar queimado pelo sol e alterado após muitos anos de uso.


 Sempre as laterais é a área mais deteriorada, devido a muitos encostarem a bicicleta em paredes e muretas, levando quedas e batendo outras coisas na lateral da bike.


 ...Mas tudo é recuperável.



O mais incrível é que o botão e tampa das bengalas, estão intactas e sofrerão pouca intervenção.



TROCA DO ÓLEO

   A troca do óleo no caso da Mag-21, é simples. Você deve sangrar todo o óleo usado, não coloque nenhum produto para limpeza, utilize o próprio óleo novo para diluir e limpar o sistema através do procedimento explicado acima. 
   Fique atento durante a primeira etapa do procedimento de limpeza, se sairá particulas de borracha ou limalhas de alumínio, se isso ocorrer, infelizmente será necessário remover o sistema das canelas da suspensão e isso será um problema para conseguir retentores novos.
   Uma coisa que a maioria não sabe, é que a suspensão Rock Shox da família Mag, possui várias configurações de ajuste de amortecimento que envolve a quantidade de óleo e pressão de ar no seu sistema. Antigamente, você comprava uma Rock Shox Mag-21 ou qualquer uma delas ar/óleo e não tinha manual técnico para ajuste de carga, simplesmente vinha uma seringa e a suspensão. Muitos tinham parâmetros baseado nas suspensões que vinham nova e alguns curiosos introduziam a seringa e ficava sabendo a pressão existente e passaram a usar a medida como padrão.
   Eu tenho comigo uma relação de ajustes pré definidos, para todo tipo de modalidade e uso, isso vai tornar sua suspensão Rock Shox a ar/óleo, mais versátil e você verá que ela não é tão ruim como a maioria diz, é claro que a suspensão Rock Shox da familia Mag, não foi criada para que você fique enchendo e esvaziando de ar o tempo todo, o sistema não foi projetado para isso e é aconselhável fazer um ajuste de pressão de acordo com seu uso e não alterar mais, utilizando apenas os botões de ajuste de compressão quando elas tiverem um (O rock Shox Mag-10 não tem botão de ajuste).
    O óleo utilizado é o óleo de suspensão de motocicleta comum do mercado, o correto é utilizar o óleo 5W, a quantidade é medida por milímetros dentro da bengala e para cada uso existe uma medida diferente que você pode optar na hora da troca do óleo.
      Quem precisar de um ajuste fino em sua suspensão Rock Shox Mag-21, pode entrar em contato comigo que passarei a tabela de ajuste sem problemas.


A primeira das sangrias de limpeza a esquerda precedida da segunda e terceira. Neste caso foram três mas em algumas suspensões poderá ser até cinco procedimentos. Quando o óleo passar a sair limpo como o óleo novo, isso indicará que o sistema já está limpo.

                                    

 REVITALIZAÇÃO TOTAL


   A parte não funcional da suspensão é a aparência, para que tudo faça sentido, ela tem que ficar nova, para isso, é necessário produzir novos adesivos, polir algumas peças e pintar as canelas e o brake Booster da suspensão. Para que tudo fique retratado de forma fiel, fui solicitar a produção da tinta na cor original, para isso, eu tive que levar uma peça na loja de tintas e mandar produzir a cor. Não é mais problema produzir determinadas cores hoje em dia e não tive problemas para adquirir o suficiente para pelo menos duas suspensões inteiras, a cor ficou idêntica a original, fui fazer a prova e não enxerguei a emenda entre a tinta velha e a nova.
   Os adesivos eu já tenho as matrizes de todos os Rock Shox´s, já está prontos e tive que fazer apenas o adesivo que fica no crow que indica o lado de girar o botão de menos ou mais compressão.
   Essa Rock Shox MAG-21, possui o Brake booster na cor das canelas, mas pintei de preto porque acho mais bonito que, tudo de uma mesma cor e combina mais com a GT RTS-1 quando for instalada.
   A espiga e os parafusos passaram por lixamento e os parafusos e o crow por polimento posteriormente, o crow em especial passou por limação para tirar arranhões mais profundos. procedimento este que deve ser feito com muita calma e sangue frio, usar uma lima para acabamento é meio controverso, mas para resolver arranhões profundis e marcas salientes é a única maneira. Antes mesmo de remover a tinta das canelas, é visível que a suspensão foi ralada na lateral, somente quando ela ficou livre de toda a tinta, que percebi que o ralado, era profundo e a tinta não cobriria o problema e foi necessário massear.
   Para massear utilizei a massa para correções pequenas de funilaria chamada Kombi Filer, é uma massa importada, cara e muito boa, seca em minutos e é possível fazer lixamento e pintura no mesmo dia. Já utilizei ela na restauração da GT Xizang aqui no Blog mesmo.
   Para uma pintura mais duradoura, sem desplacamentos prematuro, utilizei um fundo para alumínio antes da pintura, isso promove uma ancoragem maior de todo o sistema de pintura e inibe a ferrugem a longo prazo, principalmente em se tratando em peças em magnésio, que possui uma característica de oxidação muito maior que o aço inclusive e se não for pintado adequadamente, a pintura pode se soltar de dentro para fora.
  Inclusive, em falar nisso, muitas bikes fabricadas em Taiwan nos anos 90, careciam de fundo nos quadros de alumínio (razão pela qual deve ser para baratear a produção), trazendo muitos problemas estéticos de desplacamento e fragilidade da pintura que não suportava uma batida qualquer. As bikes produzidas nessa época nos USA eram todas com fundo primer e as pinturas resistem muito ainda hoje.
   Os parafusos da suspensão Rock Shox MAG-21, estavam enferrujados e maltratados, após um banho de ácido, lixamento e polimento, voltaram a vida, como são parafusos de aço, após serem limpos, eles deve ser banhados em óleo tipo WD-40 para selarem a superfície e enxaguados e não lavados. Isso faz com que não enferrujem com facilidade e se mate-los limpos ficaram polidos por muito tempo. 


 Para ilustrar a revitalização, vou usar a pior situação de restauração que é a recuperação da superfície ralada..


 ...Esse procedimento na verdade é um processo de funilaria adaptada, a área será delimitada para controle de massa e lixamento.


 Cartolina para passar a massa, mas a quantidade é pouca e a massa tem que ser adequada para esse tipo de serviço.


 A massa utilizada é a Kombi Filler, encontrada em todo mundo, não é um produto difícil de encontrar, mas é muito caro, pelo menos aqui no Brasil.


 Essa massa é própria para arranhões profundos de pintura e funilaria, excelente para esse propósito que utilizo.


 Resultado final do lixamento e a depressão do ralado preenchido e pronto para a pintura de fundo.


Pintura de fundo para alumínio, isso vai evitar erupções de umidade que principalmente acontece com o magnésio, o qual é feito as canelas.

As canelas pintadas. A de baixo é a nossa Rock Shox Mag-21. A de cima é uma Rock Shox Mag SL Ti. Isso mesmo!!!  Tambem foi restaurada simultaneamente uma Rock Shox Mag SL Ti !!!!  Que vou postar na sequência as fotos dela.
     

 ADESIVAGEM 

   Os adesivos não tem segredo, eles são produzidos no mesmo processo que mostrei na restauração da Proflex 856, o único obstáculo é realmente querer muito fazer tudo da maneira mais fiel possível, repetir exaustivamente a impressão das provas e comparar com adesivos originais e até fotos sem saber o tamanho real e trabalhar com a proporcionalidade para obter as medidas o mais original possível, aqui no Brasil, tem muitos aventureiros que fazem adesivos profissionais e trabalham exclusivamente com bidicletas e não conseguem reproduzir os adesivos de maneira fiel, todos querendo ganhar dinheiro fácil, assim até eu....só que não!



Aplicando os adesivos....


 Adesivos aplicados já com o verniz por cima e acabado.



Crown Polido e adesivado como original, completamente novo.

    
 A ETAPA FINAL

   Ao contrário do que se imagina, pra mim a etapa do verniz, encerra a restauração. Pra mim a montagem é mais uma diversão, pois após o verniz, ainda muita coisa pode acontecer, o adesivo reagir e manchar, dar uma reação na cura e por todo o acabamento a perder. Só depois de curado eu considero como encerrada a restauração e depois, é o dia em que tudo vai para uma fila e muitas peças são envernizadas de uma única vez, para otimizar o processo de verniz e aí muitas peças são finalizadas ou não.
   A restauração do quadro da minha GT RTS-1 ainda não começou, mesmo assim, a frente já foi restaurada e já está montada e a Rock Shox MAG-21, encerra um ciclo que já vem se arrastando, pois essa frente da GT RTS-1 aparece em muitas restaurações menores que começou na mesa, passou para o guidão e por fim os Bar-ends. A restauração do quadro vai ser difícil, enquanto não ficar como eu quero, vai demorar para concluir, mas eu ainda nem comecei, as rodas estão prontas, a frente e com exceção do pedivela XTR m900 e os pedais clip m737 que eu vou ter que restaurar, todo o resto está pronto e estou pensando em começar a polir o quadro aos poucos para não deixar tudo para o final. Quem sabe.


 Aí está. Uma Rock Shox Mag-21 com destino duvidoso agora em seu estado de nova de loja, uma suspensão dessas hoje muito provavelmente seria jogada no lixo, porque eu ainda não conheço quem possa consertar e restaurar uma aqui no Brasil


Verniz integral junto juntando adesivo e pintura para uma vida util mais duradoura, é uma opção a parte, também posso colocar o adesivo por cima de tudo como originalmente é.


 Atento aos detalhes. Como essa Rock Shox não tem raspadores, é obrigatório o uso de guarda pó, as tampas das bengalas internas foram cuidadosamente restauradas, porque alguém utilizou uma ferramenta inadequada machucando muito o encaixe da ferramenta. Mas ficou como nova.


 
Adesivos de ajuste reconstituídos 














   

A suspensão pronta já com seu cockpit completo inclusive caixa de direção da GT RTS-1